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Empoderamento Popular

Empoderamento Popular Nº 03 de 13

Valores que permeiam a luta pela transformação social

Por Veramoni Coutinho2 min de leitura

A pergunta é: o que estou fazendo aqui? O que me move?

Posso resumir o que me move numa frase: Amar as pessoas e Cuidar do Planeta. Pode parecer duas causas distintas, mas verdade impele a uma mesma ação: O combate ao capitalismo-consumismo. A defesa da justiça social e a defesa do meio ambiente constituem uma causa única, luta contínua, árdua, mas dignificante, por ser permeada pela esperança, pela alegria, pela indignação, pela paixão. Basicamente a vida pautada em valores de alegria esperança.

A responsabilidade de anunciar a esperança na transformação social, na construção de uma sociedade solidária, sem violência, onde reine o bem-estar. Que transcenda um argumento para abrilhantar nosso discurso, mas que seja algo vivo.

Esperança que não é ilusão. Mas faz a dialética do possível-impossível. Não podemos tudo, mas podemos muito. Esperança que não é uma vã esperança, como se diz, é a esperança do jardineiro que espera colher porque plantou. Esperança de quem esperar o tempo certo das coisas acontecerem, planta mas sabe que só floresce na primavera, não depende só da ação. Enfim, nossa esperança não é uma vã esperança. Como diz Dom Pedro Casaldáliga esperança é a última que morre e se morrer ressuscita.

A transformação social que esperamos pode vir com 5 anos, 10 anos ou com um século. Por isso a nossa luta tem que ser permeada por muita alegria. As pessoas que se aproximarem de nós precisam ser contagiadas com a nossa alegria de viver, de lutar de festejar e de acreditar no novo que há de vir.

Pode ser que a nossa geração não veja o nosso sonho concretizado. Como numa corrida de revezamento. Em que a nossa missão é correr bem os nossos 100 metros e passar o bastão.

Num mundo onde as pessoas parecem simplesmente não se importar, é necessário resgatar a capacidade de indignação. Mas, a indignação para nós não pode ser um ato de revolta e sim a atitude de alguém que não fica inerte diante da injustiça, que transforma seu descontentamento em ato de solidariedade e de ação junto ao injustiçado.

A nossa luta não pode ser apenas uma opção racional, mas deve ser permeada por muita paixão, muita utopia, de muita gratuidade. Esse conjunto de sentimentos e valores devem imprimir uma marca que caracterize nossa formação e nossa ação. Nesse Brasil em que as pessoas ainda lutam pelo direito animal de se alimentar, se abrigar do frio e educar sua cria devemos fazer da nossa atuação um ato de libertação.

Florestan Fernandes fala que a experiência da universidade serviu p enfeitar o seu destino, penso que nosso trabalho, nossa ação em geral deve ser algo se sirva para isso. “O maior monumento que alguém pode deixar são as pessoas que educou e formou”. Creio que esta seja uma bela maneira de enfeitar o nosso destino.